Fazenda no oeste baiano: funcionário da Monsanto como aliado na conservação do cerrado
Ana Luiza HerzogRevista Exame – 02/03/2010
Nos últimos dez anos, parcerias entre empresas privadas e ONGs tornaram-se corriqueiras. Deixaram, assim, de chamar a atenção. De tempos em tempos, porém, algum casamento menos óbvio entre o mundo dos negócios e os chamados representantes da sociedade civil ainda desperta burburinhos e curiosidade. Um deles foi selado em meados de 2008, mas só agora começa a sair da surdina. Trata-se da parceria entre a operação brasileira da americana Monsanto e a ONG global Conservação Internacional. De maneira simplista, o acordo se resume à conservação de áreas de cerrado e mata Atlântica no Nordeste do Brasil. Mas por trás dessa associação há um significado maior. A Monsanto, é sinônimo de produtos transgênicos - e, portanto, nunca contou com a simpatia dos movimentos ambientais, que a viam como uma empresa arrogante e refratária a opiniões externas. O acordo com a Conservação Internacional é o maior já firmado pela Monsanto. no mundo. Por outro lado, a CI é uma entidade de presença global que sempre transitou no meio empresarial, mas nunca tinha ido tão longe a ponto de dividir custos e responsabilidades de um projeto com uma companhia tão polêmica. Antes de fechar o acordo, seus representantes investigaram por mais de um ano o tema dos transgênicos e ainda contrataram uma pesquisa de opinião para medir os riscos que a associação com a Monsanto poderia representar para a imagem da ONG no Brasil. "Por enquanto, essa é a única empresa de transgênicos com que nos relacionamos", diz Paulo Gustavo do Prado Pereira, diretor de políticas ambientais da Conservação Internacional. O que fez com que empresa e ONG superassem as diferenças foi uma boa dose de pragmatismo. Em junho de 2008, o presidente mundial da Monsanto, Hugh Grant, definiu que a empresa deveria ajudar seus clientes a cumprir a premissa de produzir mais conservando mais. O tal "produzir mais" será conquistado com a ajuda da biotecnologia aplicada à melhoria de sementes, algo que seus mais de 2 000 cientistas no mundo dominam. É com a ajuda deles que a Monsanto alardeia que, até 2030, a produtividade de suas sementes transgênicas terá dobrado. Esse aumento de produtividade reduz a pressão pela expansão da fronteira agrícola e o desmatamento, mas não resolve por inteiro a questão da conservação. É aí que entra a parceria com a CI, uma ONG cuja especialidade é a preservação de áreas de vegetação nativa. Para a Monsanto, simplesmente aliar-se à entidade já significa uma chancela a seus esforços ambientais. E o que teria a CI a ganhar? Acesso aos longos braços da multinacional, no Brasil e no mundo. Pelo acordo, que envolve investimento de 6,5 milhões de dólares de cada uma das partes, os representantes da Monsanto estão ajudando a CI a levar à frente uma série de iniciativas. Uma delas consistiu em mapear as propriedades rurais no oeste da Bahia, região de cerrado onde o desenvolvimento agrícola é recente e tem se dado num ritmo frenético. Das 348 fazendas identificadas, 48 são clientes da Monsanto e dez foram convidadas a participar de um projeto experimental. Esses agricultores estão sendo os primeiros a receber instruções para que cumpram o Código Florestal, que na região exige que 20% da propriedade seja destinada a conservação. A escolha dos fazendeiros foi realizada pelos próprios vendedores da Monsanto. "São pessoas mais simpáticas à causa ambiental e que têm ascendência sobre outros produtores da região", diz a engenheira agrícola Gabriela Burian, que já foi vendedora da empresa e hoje, como gerente, está à frente da parceria com a ONG. Para Pereira, da CI, a intervenção dos vendedores foi essencial: "Os fazendeiros nos veem como aqueles que só estão preocupados com o mato e o papagaio", diz. Os executivos da ONG sabem que a parceria com a Monsanto não é garantia de que o programa será um sucesso. Afinal, a empresa não tem e não quer ter papel de polícia. Ou seja, nenhum funcionário denunciará um cliente ao Ibama. "Vamos chegar lá aos poucos, com muita conversa ao pé do ouvido", afirma o gaúcho Júlio Lautert, vendedor que ajudou na identificação dos agricultores. É também com essa conversa ao pé do ouvido que os executivos da ONG querem influenciar a gestão da empresa - algo que ficou definido no acordo entre as partes. Para isso, a entidade ganhou uma cadeira cativa no comitê de sustentabilidade da Monsanto, que foi criado há pouco mais de dois anos e é formado por executivos de todas as áreas da companhia. "Ainda é muito cedo para dizer que a Monsanto está fazendo a diferença, mas eles começaram a se mexer, e é isso que importa", diz Pereira, da CI. PARCERIA INUSITADA Alguns números do acordo entre Monsanto e Conservação Internacional: 13 milhões de dólares é o que a empresa e a ONG ambientalista investirão em um programa de conservação da biodiversidade brasileira ao longo de cinco anos 348 é o número de propriedades rurais no oeste baiano que serão alvo do programa 47 000 km² - o equivalente ao estado do Rio de Janeiro - é a área que elas ocupam.
florestas
Saturday, May 29, 2010
Friday, May 28, 2010
Fotógrafos do oeste baiano na National Geographic
Integrantes da I Oficina de Fotografia do Cerrado Baiano têm suas fotos publicadas no blog da publicação, editado pelo fotógrafo Adriano Gambarini
Barreiras, 27 de maio de 2010 - O resultado do trabalho realizado durante a I Oficina de Fotografia do Cerrado Baiano - organizado em parceria pelo Bioeste, Conservação Internacional e Monsanto – foi publicado na National Geographic, no blog do fotógrafo Adriano Gambarini, responsável pelo curso. No link, http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/adriano-gambarini.shtml, podem ser conferidas as fotografias de cada um dos integrantes.
Com o título “Uma Recriação do Olhar sobre o oeste baiano: um workshop”, Adriano Gambarini mostra a reunião de várias naturalidades, mas que possuem no espírito a paixão pelo cerrado. “Baianos e gaúchos, paraenses e paulistas, moradores de coração, corpo e alma local se misturaram numa descontraída viagem em busca da recriação do olhar”, aponta.
A Oficina, realizada entre os dias 28 de abril e 02 de maio, contou com a participação de 20 integrantes, que percorreram cerca de 900 quilômetros, nos municípios de Barreiras, São Desidério, Luis Eduardo Magalhães, Santa Rita de Cássia e Formosa do Rio Preto. A equipe registrou as belezas e ameaças do cerrado, além da própria vivência das comunidades tradicionais.
Agora todo o trabalho será mostrado em uma exposição fotográfica “A Recriação do Olhar sobre o Cerrado Baiano”, que a partir do dia 28 de julho, com início em Barreiras, roda cinco cidades da região, e depois desembarca em Salvador, Camaçari, e São Paulo.
Barreiras, 27 de maio de 2010 - O resultado do trabalho realizado durante a I Oficina de Fotografia do Cerrado Baiano - organizado em parceria pelo Bioeste, Conservação Internacional e Monsanto – foi publicado na National Geographic, no blog do fotógrafo Adriano Gambarini, responsável pelo curso. No link, http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/adriano-gambarini.shtml, podem ser conferidas as fotografias de cada um dos integrantes.
Com o título “Uma Recriação do Olhar sobre o oeste baiano: um workshop”, Adriano Gambarini mostra a reunião de várias naturalidades, mas que possuem no espírito a paixão pelo cerrado. “Baianos e gaúchos, paraenses e paulistas, moradores de coração, corpo e alma local se misturaram numa descontraída viagem em busca da recriação do olhar”, aponta.
A Oficina, realizada entre os dias 28 de abril e 02 de maio, contou com a participação de 20 integrantes, que percorreram cerca de 900 quilômetros, nos municípios de Barreiras, São Desidério, Luis Eduardo Magalhães, Santa Rita de Cássia e Formosa do Rio Preto. A equipe registrou as belezas e ameaças do cerrado, além da própria vivência das comunidades tradicionais.
Agora todo o trabalho será mostrado em uma exposição fotográfica “A Recriação do Olhar sobre o Cerrado Baiano”, que a partir do dia 28 de julho, com início em Barreiras, roda cinco cidades da região, e depois desembarca em Salvador, Camaçari, e São Paulo.
70% de grandes empresas querem + iniciativas verdes
70% de empresas com faturamento acima de U$ 1 bilhão disseram que planejam aumentar gastos com iniciativas ligadas ao ambiente nos próximos dois anos, de acordo com pesquisa realizada pela Ernst & Young. Quase metade de 300 executivos corporativos ouvidos afirmaram que seus investimentos na área estarão entre 0.5% e 5% de seu faturamento
Most large companies plan to increase spending on climate
70% of firms with revenue of $1 billion or more say they plan to increase spending on climate change initiatives in the next two years, a global survey reported on Tuesday.
Nearly half of the 300 corporate executives who responded to a survey conducted for the accounting and consulting giant Ernst & Young said their climate change investments will range from 0.5 percent to more than 5 percent of revenues by 2012
http://www.enn.com/business/article/41357?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+CorporateResponsibilityAndSustainabilityNews-Enn+%28Corporate+Responsibility+and+Sustainability+News+-+ENN%29
Most large companies plan to increase spending on climate
70% of firms with revenue of $1 billion or more say they plan to increase spending on climate change initiatives in the next two years, a global survey reported on Tuesday.
Nearly half of the 300 corporate executives who responded to a survey conducted for the accounting and consulting giant Ernst & Young said their climate change investments will range from 0.5 percent to more than 5 percent of revenues by 2012
http://www.enn.com/business/article/41357?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+CorporateResponsibilityAndSustainabilityNews-Enn+%28Corporate+Responsibility+and+Sustainability+News+-+ENN%29
Wednesday, May 26, 2010
Oportunidade: Fotografe as Metas do Milenio
Em vespera de comemoraçao no Brasil do Dia da Mata Atlantica a sugestao é:
http://picturethis.undp.org/
Concurso de fotos para Metas do Milenio. Vamos trabalhar a rede de fotos do Brasil nessa luta!
http://picturethis.undp.org/
Concurso de fotos para Metas do Milenio. Vamos trabalhar a rede de fotos do Brasil nessa luta!
Sunday, May 23, 2010
21/05/2010 - Cientistas pedem taxa de CO2 para reduzir emissões
Pesquisadores da Academia Nacional de Ciências dos EUA recomendam a implementação de um preço pelo carbono como forma de combater as mudanças climáticas, mesmo se isso resultar no aumento do preço dos combustíveis e eletricidade. No maior trabalho já realizado por entidade norte-americana sobre as mudanças climáticas, o Conselho de Pesquisa Nacional da Academia de Ciências dos Estados Unidos divulgou neste dia 19/05 três relatórios alertando que o fenômeno é real e deve ser encarado o mais breve possível. Para isso, a entidade pede, pela primeira vez, ações que podem acarretar no aumento do preço de combustíveis e energia elétrica.Optando por um discurso mais ambicioso do que o de costume, a Academia Nacional de Ciências (NAS) aconselha que Obama pratique uma taxa sobre as emissões ou “cap-and-trade”.“As mudanças climáticas estão acontecendo e são causadas principalmente por ações humanas. É preciso aumentar o entendimento das pessoas sobre ela para que seja possível justificar políticas mais rígidas para mitigá-la”, afirmam. Os documentos, “America"s Climate Choices” (Escolhas Climáticas da América) chegam no momento em que o mundo observa a tragédia do vazamento de petróleo no Golfo do México e se pergunta que modelo energético deve seguir. De forma geral, a NAS reconhece que colocar um preço no carbono seria a forma mais eficiente para reduzir as emissões, mesmo que isso leve a um aumento no custo do petróleo, carvão e, conseqüentemente, de eletricidade.“Esta proposta, vinda de uma entidade como a NAS, deveria despertar o Congresso, as mudanças climáticas são reais. Acordem e sintam o cheiro do carbono”, disse Alden Meyer, da Union of Concerned Scientists. A idéia de um esquema “cap and trade”, que possui o apoio de membros do governo Obama, já foi proposta há alguns anos no Congresso, mas nunca conseguiu passar pelo Senado. A nova legislação do clima que está em discussão atualmente possui entre seus elementos a formação desse esquema, que funciona impondo um limite de emissões para as indústrias e se elas poluírem mais que suas cotas devem pagar por isso.Medidas Concretas: A Academia recomenda que o governo corte as emissões entre 57% a 83% até 2050 com relação a 1990. Para atingir esse objetivo, o estudo sugere que uma única agência federal coordene os esforços de pesquisa e mitigação das mudanças climáticas. Para a NAS, o Programa de Pesquisas de Mudanças Globais (Global Change Research Program) poderia assumir esse papel desde que estabelecesse parcerias com outras iniciativas. Os relatórios pedem ainda que as estratégias que forem adotadas sejam flexíveis e dessa forma possíveis de alteração quando necessário. Pois o conhecimento sobre as mudanças climáticas segue evoluindo e políticas e programas que hoje pareçam eficientes podem ficar rapidamente obsoletos. Não é do costume da NAS ser tão direta, porém quando o governo encomendou os relatórios fez a seguinte pergunta: “Quais ações de curto prazo devem ser tomadas para lidar efetivamente com as mudanças climáticas?” Membros da Academia entenderam então que poderiam ter a liberdade de dizer o que realmente pode ser feito, mesmo que isso resulte em medidas impopulares.“Nós precisamos começar a adotar essas propostas o mais rápido possível, é isso que a ciência está afirmando agora”, concluiu Robert Fri, co-autor de um dos relatórios.
Wednesday, May 19, 2010
Fim de semana da Biodiversidade no Ibirapuera: de 21 a 23 de maio, 9h às 18h
Arena de Eventos ao lado da Marquise do Parque Ibirapuera. Entrada gratuita. www.sosma.org.br
Biodiversity Day: May 22nd
Atlantic Forest Day: May 27th
Let's celebrate!
Biodiversity Day: May 22nd
Atlantic Forest Day: May 27th
Let's celebrate!
Wednesday, May 12, 2010
Fala Cerrado portrays Photography Workshop in the Bahia Cerrado
Organized by Conservation International, Bioeste and Monsanto, the training session reunited 15 people, which instructed by photographer Adriano Gambarini, portrayed the beauties and threats of the Bahia Cerrado [Tropical Savanna]
Barreiras, May 11, 2010 – Photography is a form of art and also of communicating something. It moves, thrills and touches the soul of those who see it. The photographer is the one who guides the eyes, using techniques, framings and mainly the light. This Fala Cerrado issue approaches the 1st Photography Workshop in the Bahia Cerrado: The ‘Recriação do Olhar’ [Recreation of the Look], held from April 29 thru May 2, organized by ways of a partnership among Conservation International, Bioeste Institute, and Monsanto, in the scope of the Biodiversity Conservation Program.
The purpose of the workshop is to indicate photography as a tool to support environmental education activities and to encourage the change of behavior towards biodiversity. The program includes basic notions of photography, and practical classes in São Desidério, Luis Eduardo and Formosa do Rio Preto, to portray the natural beauties and the main threats faced in the Western Bahia Cerrado.
Adriano Gambarini – from the National Geographic and from Agência O Eco – who was responsible for the workshop, was interviewed this week. He talks about how the invitation to deliver the workshop came up and also a little about his work. Gambarini manages and licenses his photo file comprising about 80 thousand images from Brazil, Antarctica and 17 other countries, with emphasis on the biodiversity, ecosystems, caves, wild life, lifestyles and culture of ethnic groups, architecture and historic cities.
Theme: 1st Photography Workshop in the Bahia Cerrado
Exhibition: 05/01/2010
Interview: Photographer Adriano Gambarini
Sponsored by: Instituto Bioeste
Link: http://www.4shared.com/audio/0lR5CG9c/PROGRAMA_SOBRE_OFICINA_DE_FOTO.html
Barreiras, May 11, 2010 – Photography is a form of art and also of communicating something. It moves, thrills and touches the soul of those who see it. The photographer is the one who guides the eyes, using techniques, framings and mainly the light. This Fala Cerrado issue approaches the 1st Photography Workshop in the Bahia Cerrado: The ‘Recriação do Olhar’ [Recreation of the Look], held from April 29 thru May 2, organized by ways of a partnership among Conservation International, Bioeste Institute, and Monsanto, in the scope of the Biodiversity Conservation Program.
The purpose of the workshop is to indicate photography as a tool to support environmental education activities and to encourage the change of behavior towards biodiversity. The program includes basic notions of photography, and practical classes in São Desidério, Luis Eduardo and Formosa do Rio Preto, to portray the natural beauties and the main threats faced in the Western Bahia Cerrado.
Adriano Gambarini – from the National Geographic and from Agência O Eco – who was responsible for the workshop, was interviewed this week. He talks about how the invitation to deliver the workshop came up and also a little about his work. Gambarini manages and licenses his photo file comprising about 80 thousand images from Brazil, Antarctica and 17 other countries, with emphasis on the biodiversity, ecosystems, caves, wild life, lifestyles and culture of ethnic groups, architecture and historic cities.
Theme: 1st Photography Workshop in the Bahia Cerrado
Exhibition: 05/01/2010
Interview: Photographer Adriano Gambarini
Sponsored by: Instituto Bioeste
Link: http://www.4shared.com/audio/0lR5CG9c/PROGRAMA_SOBRE_OFICINA_DE_FOTO.html
Monday, May 10, 2010
Saturday, May 8, 2010
Iniciativa DO CAMPO AO MERCADO - para opinarem
O crescimento da demanda por alimentos implica na necessidade da produção agrícola duplicar até 2050, mantendo fornecimento adequado e considerando as questões ambientais, sociais e econômicas.
Do Campo ao Mercado surgiu inspirado no projeto americano Field To Market: The Keystone Alliance for Sustainable Agriculture, e objetiva a melhoria contínua da cadeia produtiva. A iniciativa considera que o aumento da produção pode e deve ser realizado com menor e melhor utilização de recursos.
Composta por produtores, indústrias, varejo e organizações da sociedade civil, a Iniciativa trabalha para criar Indicadores Do Campo ao Mercado, que servirão para analisar a sustentabilidade dos processos produtivos, orientando a tomada de decisão para a busca da melhoria contínua. Os indicadores Do Campo ao Mercado também terão o propósito de embasar políticas públicas e privadas, assim como orientar investimentos.
Acredita-se que a consolidação de indicadores sistêmicos aumentará a capacidade de entendimento dos fatores limitantes da sustentabilidade, permitindo que os agentes da cadeia produtiva possam agir de forma coordenada.
O ARES – Instituto para o Agronegócio Responsável, organização neutra, sem fins lucrativos especializada na tomada de decisões colaborativas e processos para o meio ambiente, atuará na coordenação das atividades.
2. OBJETIVOS
O Objetivo da Iniciativa Do Campo ao Mercado é a estruturação do sistema de consolidação de indicadores de sustentabilidade da cadeia produtiva de alimentos e biocombustíveis.
2.1 Objetivos específicos
· Estabelecer parcerias com os agentes de cadeias produtivas específicas, definindo funções e responsabilidades relativas à Iniciativa;
· Identificar, em um processo participativo, os indicadores mais representativos do nível de sustentabilidade de cada cadeia produtiva;
· Quantificar em planos de ação os recursos necessários para a implementação das ações de consolidação de indicadores em cada uma das cadeias participantes;
· Implementar os planos de ação visando a geração dos indicadores de sustentabilidade;
· Estabelecer mecanismos de divulgação e discussão dos indicadores gerados com a sociedade;
3. METODOLOGIA
3.1. Fases de implementação
Será adotado um processo gradativo de implementação da Iniciativa Do Campo à Mesa, visando a agregação de cadeias produtivas cujos agentes estejam mais articulados em torno do tema sustentabilidade.
As cadeias do algodão, soja, milho e cana-de-açúcar serão as primeiras a serem trabalhadas, pretendendo-se nos próximos anos incorporar a pecuária bovina, a horticultura, a fruticultura, dentre outras cadeias interessadas.
3.2 Delimitação do trabalho
A Iniciativa Do Campo ao Mercado será focada em cadeias específicas que estabelecerão os indicadores de sustentabilidade da produção primária ao varejo. Desta forma, a partir de um processo de análise de pontos críticos, a cadeia definirá os focos de atenção que deverão ser retratados pelos indicadores consolidados.
O trabalho desenvolvido pela Iniciativa, ao não se restringir em um único elo da cadeia produtiva, amplia as possibilidades de resultados efetivos contribuindo para o entendimento de todos os aspectos de decisão que afetam o nível de sustentabilidade. Exemplificando, pode-se citar o indicador de perda de alimentos, que deve refletir as perdas ocorridas no âmbito da propriedade rural, do transporte e da comercialização.
3.2. Indicadores de sustentabilidade
A partir da articulação com as cadeias participantes serão identificados os indicadores mais significativos, que deverão ser trabalhados pela Iniciativa Do Campo ao Mercado.
Os indicadores definidos pelas cadeias participantes, em processos de interação com a sociedade, deverão ter a capacidade de refletir o nível real de sustentabilidade, de forma que efetivamente sejam referenciais importantes para a busca da melhoria contínua.
A definição dos indicadores de ser embasada no princípio da representatividade sistêmica e nos pilares social, ambiental e econômico.
O pilar social deverá ser abordado a luz do bem estar da sociedade, tendo como grandes orientadores a melhoria da qualidade de vida, a melhoria da saúde e segurança no trabalho, e a segurança de alimentos.
O pilar ambiental será orientador do foco com relação à qualidade e preservação da água, à manutenção da biodiversidade, à redução de emissões de gases de efeito estufa, à preservação da capacidade produtiva dos solos, à racionalidade do uso de recursos naturais e a destinação responsável de resíduos.
Por fim, o pilar econômico orientará a definição de indicadores que identifique ameaças à sustentabilidade decorrentes da degradação econômica das atividades produtivas, Considera-se que atividades com alto grau de degradação econômica, tendem a gerar ameaças à sustentabilidade social e ambiental.
4. RESULTADOS DA INICIATIVA DO CAMPO AO MERCADO
Com as cadeias produtivas articuladas para o propósito da consolidação de indicadores de sustentabilidade, será possível:
minimizar impactos da cadei produtiva;
melhorar contínuamente os processos produtivos;
melhorar a governança das cadeias;
interagir com a sociedade sob bases consistentes de informação;
melhorar a efetividade de investimentos;
orientar a formulação de políticas públicas e privadas;
Do Campo ao Mercado surgiu inspirado no projeto americano Field To Market: The Keystone Alliance for Sustainable Agriculture, e objetiva a melhoria contínua da cadeia produtiva. A iniciativa considera que o aumento da produção pode e deve ser realizado com menor e melhor utilização de recursos.
Composta por produtores, indústrias, varejo e organizações da sociedade civil, a Iniciativa trabalha para criar Indicadores Do Campo ao Mercado, que servirão para analisar a sustentabilidade dos processos produtivos, orientando a tomada de decisão para a busca da melhoria contínua. Os indicadores Do Campo ao Mercado também terão o propósito de embasar políticas públicas e privadas, assim como orientar investimentos.
Acredita-se que a consolidação de indicadores sistêmicos aumentará a capacidade de entendimento dos fatores limitantes da sustentabilidade, permitindo que os agentes da cadeia produtiva possam agir de forma coordenada.
O ARES – Instituto para o Agronegócio Responsável, organização neutra, sem fins lucrativos especializada na tomada de decisões colaborativas e processos para o meio ambiente, atuará na coordenação das atividades.
2. OBJETIVOS
O Objetivo da Iniciativa Do Campo ao Mercado é a estruturação do sistema de consolidação de indicadores de sustentabilidade da cadeia produtiva de alimentos e biocombustíveis.
2.1 Objetivos específicos
· Estabelecer parcerias com os agentes de cadeias produtivas específicas, definindo funções e responsabilidades relativas à Iniciativa;
· Identificar, em um processo participativo, os indicadores mais representativos do nível de sustentabilidade de cada cadeia produtiva;
· Quantificar em planos de ação os recursos necessários para a implementação das ações de consolidação de indicadores em cada uma das cadeias participantes;
· Implementar os planos de ação visando a geração dos indicadores de sustentabilidade;
· Estabelecer mecanismos de divulgação e discussão dos indicadores gerados com a sociedade;
3. METODOLOGIA
3.1. Fases de implementação
Será adotado um processo gradativo de implementação da Iniciativa Do Campo à Mesa, visando a agregação de cadeias produtivas cujos agentes estejam mais articulados em torno do tema sustentabilidade.
As cadeias do algodão, soja, milho e cana-de-açúcar serão as primeiras a serem trabalhadas, pretendendo-se nos próximos anos incorporar a pecuária bovina, a horticultura, a fruticultura, dentre outras cadeias interessadas.
3.2 Delimitação do trabalho
A Iniciativa Do Campo ao Mercado será focada em cadeias específicas que estabelecerão os indicadores de sustentabilidade da produção primária ao varejo. Desta forma, a partir de um processo de análise de pontos críticos, a cadeia definirá os focos de atenção que deverão ser retratados pelos indicadores consolidados.
O trabalho desenvolvido pela Iniciativa, ao não se restringir em um único elo da cadeia produtiva, amplia as possibilidades de resultados efetivos contribuindo para o entendimento de todos os aspectos de decisão que afetam o nível de sustentabilidade. Exemplificando, pode-se citar o indicador de perda de alimentos, que deve refletir as perdas ocorridas no âmbito da propriedade rural, do transporte e da comercialização.
3.2. Indicadores de sustentabilidade
A partir da articulação com as cadeias participantes serão identificados os indicadores mais significativos, que deverão ser trabalhados pela Iniciativa Do Campo ao Mercado.
Os indicadores definidos pelas cadeias participantes, em processos de interação com a sociedade, deverão ter a capacidade de refletir o nível real de sustentabilidade, de forma que efetivamente sejam referenciais importantes para a busca da melhoria contínua.
A definição dos indicadores de ser embasada no princípio da representatividade sistêmica e nos pilares social, ambiental e econômico.
O pilar social deverá ser abordado a luz do bem estar da sociedade, tendo como grandes orientadores a melhoria da qualidade de vida, a melhoria da saúde e segurança no trabalho, e a segurança de alimentos.
O pilar ambiental será orientador do foco com relação à qualidade e preservação da água, à manutenção da biodiversidade, à redução de emissões de gases de efeito estufa, à preservação da capacidade produtiva dos solos, à racionalidade do uso de recursos naturais e a destinação responsável de resíduos.
Por fim, o pilar econômico orientará a definição de indicadores que identifique ameaças à sustentabilidade decorrentes da degradação econômica das atividades produtivas, Considera-se que atividades com alto grau de degradação econômica, tendem a gerar ameaças à sustentabilidade social e ambiental.
4. RESULTADOS DA INICIATIVA DO CAMPO AO MERCADO
Com as cadeias produtivas articuladas para o propósito da consolidação de indicadores de sustentabilidade, será possível:
minimizar impactos da cadei produtiva;
melhorar contínuamente os processos produtivos;
melhorar a governança das cadeias;
interagir com a sociedade sob bases consistentes de informação;
melhorar a efetividade de investimentos;
orientar a formulação de políticas públicas e privadas;
Thursday, May 6, 2010
Next week in Brazil Sustainability World!!! Big week!
Ethos - SP : From 10 to 14th:
http://www.vrac.iastate.edu/ethos/conference.php;
Biodiversidade nos negócios (in English - May 11th from 4 pm to 6 pm):
http://www.gvces.com.br/comunicados/ces/gei/index.html ;
The Role of Latin America in Feeding the World in 2050:
http://www.worldagforum.org/
http://www.vrac.iastate.edu/ethos/conference.php;
Biodiversidade nos negócios (in English - May 11th from 4 pm to 6 pm):
http://www.gvces.com.br/comunicados/ces/gei/index.html ;
The Role of Latin America in Feeding the World in 2050:
http://www.worldagforum.org/
How to make small growers become part of the chain?
It would be interesting to use social media to discuss small growers in the chain
Ligando Pequenos agricultores a cadeia agricola
Semana que vem no World Ag Forum teremos um tema bem interessante:
Como inserir pequenos agricultores na cadeia agricola?
Importante termos o olhar de diferentes setores, entendimento de cada cultura, financiamento, questoes de logistica. Acredito que a resposta seja local, dependa da realidade de cada regiao desse imenso país e só seja possivel com toda a cadeia do agronegócio conectada.
Como inserir pequenos agricultores na cadeia agricola?
Importante termos o olhar de diferentes setores, entendimento de cada cultura, financiamento, questoes de logistica. Acredito que a resposta seja local, dependa da realidade de cada regiao desse imenso país e só seja possivel com toda a cadeia do agronegócio conectada.
Preparing World Agricultural Forun
Next week in Brazil will be hot for Sustainability: Ethos Intl Conference - SP and in Brasilia "World Agricultural Forun" - 12 to 14th. Let's prepare ourselves for this discussions in order to: Bring what we and our organisations are doing, where we're and next steps.
For Tomorow we need to finalize the text about "Field to market in Brazil: Measuring inputs".
Lots of things going on, great thing: Discuss to ensure advancement...
For Tomorow we need to finalize the text about "Field to market in Brazil: Measuring inputs".
Lots of things going on, great thing: Discuss to ensure advancement...
Tuesday, May 4, 2010
EcoNomics
Today at Companies for Climate we saw Paul Hardisty's presentation about "EcoNomics - delivering Profitable Sustainability"
He talked about the analysis to change Business as usual* to a lower natural resources used calling attention "it's not only about carbon".
It's also about water and energy and about trade-offs.
Which option provide best value for money?
What is a reasonable cost of sustainability?
The analysis showed we need to consider 20 years in order have all the aspects considerated.
If we take in count less than 20 years, always the BAU* is better.
It's when externalities becoming real cost... and it was good to see a real software about that! This can be the beginning of the change!
He talked about the analysis to change Business as usual* to a lower natural resources used calling attention "it's not only about carbon".
It's also about water and energy and about trade-offs.
Which option provide best value for money?
What is a reasonable cost of sustainability?
The analysis showed we need to consider 20 years in order have all the aspects considerated.
If we take in count less than 20 years, always the BAU* is better.
It's when externalities becoming real cost... and it was good to see a real software about that! This can be the beginning of the change!
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