Esta quinta-feira era o dia mais esperado da nossa viagem. Dia do evento paralelo do CEBDS na COP. Dia do Conselho mostrar o que as empresas brasileiras vêm fazendo para incorporar a biodiversidade no seu modelo de gestão. Dia de muito trabalho e expectativa.
O tempo não ajudou. A véspera do fim da COP amanheceu chuvosa e gelada. A presença da ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, confirmada no Brasil, ainda era um incógnita. Ela tinha uma negociação importante na hora do almoço e nosso evento era às 13h15.
Mas às 12h45, ela chegou e essa foi só a primeira grata surpresa. Na hora marcada a sala estava cheia e com um público muito especial. Estavam lá Josh Bishop, coordenador do TEEB e outros representantes da IUCN (International Union of Conservation of Nature), algumas das principais ONGs do mundo, como Conservação Internacional, WWF Brasil, Birdlife, WCS (World Conservation Society), Instituto Life, além de executivos japoneses e da CNI.
Apresentação
Lia apresentou o CEBDS, o trabalho e o compromisso da CTBio em ajudar as empresas a aprofundar o conhecimento em biodiversidade. Falou também que esse evento marca o início de uma nova trajetória para a CTBio. Nos próximos dois anos, a Câmara vai trabalhar para estimular as empresas a medir seus impactos e buscar as ferramentas para avaliar a dependência que elas têm da biodiversidade.
Elisabete Calazans, gerente geral de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da Petrobras, associada e parceira do Conselho no evento e na publicação, apresentou o nosso livreto , que traz 27 cases de 17 empresas relacionados aos três objetivos da CDB. Em seguida, falou a ministra. Ela elogiou a iniciativa do CEBDS e do setor privado brasileiro e reforçou a importância do trabalho conjunto com o governo.
James Griffiths, diretor de Água, Ecossistemas e Recursos Florestais do WBCSD, lembrou a importância de as empresas mudarem seu jeito de fazer negócios, já que hoje elas impactam a biodiversidade, da qual elas dependem. E deu algumas dicas. “As companhias devem mensurar, gerenciar, mitigar riscos e impactos, explorando as oportunidades geradas pelo uso sustentável da biodiversidade. Além disso, devem encorajar os fornecedores e construir boas parcerias”, disse.
As empresas
Na segunda parte do evento, Daniela convidou as empresas para a apresentação dos cases. Estavam lá Sérgio Talocchi, da Natura; Giane Zimmer, da Vale; Ana Paula Ramos, da Petrobras; Rafael Fiorine, da Cemig e Gabriela Burian, da Monsanto. Cada empresa falou sobre porque decidiu investir em biodiversidade e contou um pouco das práticas que já têm.
Gabriela Burian, da Monsanto, abriu explicando que é interessante ser da Monsanto porque sempre o interlocutor tem alguma opinião intensa - considera-a satã ou santa. E finalizou a introdução dizendo que, na realidade, a Monsanto é apenas uma empresa de agri-biotec com muita vontade de fazer parte da solução.
Para isso ela está Comprometida em dobrar a produtividade de 2000 a 2030 com 1/3 a menos de recursos naturais e ajudando a melhorar vidas - que os casos mostram.
Antes de abrir para as perguntas da platéia, Daniela elogiou a coragem das empresas de estarem ali, se abrindo para um público tão atento ao assunto. “Esses espaços internacionais de negociação, em geral, quando se referem às empresas, são para pedir recursos e/ou denunciar o seu impacto. A presença das empresas nesse evento demonstra um real compromisso e interesse de promover o engajamento proativo entre o setor privado e a Convenção”, afirmou.
Dr. Josh Bishop, economista e um dos responsáveis por um dos mais importantes relatórios lançados esse ano para a biodiversidade, abriu a sessão dos debate com uma ótima pergunta. “Vocês falaram sobre várias experiências, mas como as empresas definem quanto fazer pela biodiversidade e quanto é o suficiente?”, perguntou ele. "Por que a Monsanto decidiu trabalhar para usar 1/3 a menos de recursos naturais? E por que o dobro da produtividade?"
Gabriela logo respondeu que a definição foi em funcao do crescimento da populacao e a necessidade de reduzir o uso de recursos naturais mas, lembrou que o COmite de Sustentabilidade da empresa é fundamental nesse tipo de definicao e a empresa chama toda a sociedade a fazer parte dele.
Se a gente tivesse combinado, a pergunta não teria sido tão boa, porque é exatamente essa a questão que a CTBio quer ajudar a responder com o trabalho dos próximos dois anos. Foi o que a Daniela explicou, antes de passar para as empresas que reforçaram o fato de que as experiências existentes são passos importantes, mas que ainda há um longo caminho pela frente.
Nossa impressão
Para o CEBDS foi muito importante estar aqui ao lado das associadas. Nenhum outro evento paralelo teve tantos representantes do setor privado. Foi o único país a trazer representantes das empresas para apresentar suas ações em biodiversidade, uma relação que vem sendo destacada desde antes da COP como imprescindível para a contenção das perdas.
Chegando ao fim
A COP está quase no fim e nenhum acordo foi fechado. A previsão era que as negociações acabassem às 12h, mas o prazo foi postergado para o fim do dia (começo de sexta-feira no Brasil). Já são 7h da noite e, apesar do High Level Meeting ter começado, um dos grupos de trabalho ainda está negociando o Plano Estratégico da Convenção, que deve ser encaminhado em breve para a plenária. O que fica: As ferramentas que as empresas puderam captar aqui na COP sobretudo para valorizar ecosistema de modo a facilitar o entendimento e uso desse racional na estrategia do negócio. Parabens setor empresarial brasileiro! Faltou o setor agricola: CNA e Ares deveriam ter estado presentes!
Friday, October 29, 2010
Wednesday, October 27, 2010
CBD midpoint update; positivity and frustration
We have moved into the second week of negotiations in Nagoya, Japan, at the U.N. Convention on Biological Diversity (CBD). This week will help determine the world’s biodiversity conservation priorities for the next 10 years.
As is the case with any negotiation involving most of the world’s countries, progress doesn’t always come quickly. But the good news is that we are, in fact, making progress in Nagoya.
What’s on the table
Negotiators are discussing three major issues in Japan:
1. The CBD Strategic Plan, which will set out targets for biodiversity conservation to be achieved by 2020.
2. Access and Benefit Sharing—the art of determining who has access to, and who will benefit from, “genetic resources.” (Genetic resources can be defined as any biological material with commercial value—e.g., in products like drugs or cosmetics.)
3. Financing—determining who, exactly, will pay for biodiversity protection.
The progress on all three of these issues will determine how the conversation moves along on the other two.
Through long days (and nights) of negotiation, we can see some good results.
• Most notably, 25/15—our goal of seeing 25 percent of land and inland waters and 15 percent of marine areas under formal protection—is on the table to be included in what’s known as Target 11, which outlines global targets for protected areas. Thanks to Costa Rica.
• Agreement was reached on a target to prevent the extinction of threatened species.
• Subsidies and other incentives harmful to biodiversity are targeted to be eliminated or reformed by 2020.
Heading into the home stretch
People need nature to thrive. And in these last few days of the CBD, negotiators have a chance to make a serious commitment to protecting it.
Environment ministers from more than 100 countries, as well as a few heads of state, are in Nagoya to finalize the negotiations. We hope that the presence of these leaders—as well as that of luminaries like CI Vice Chairman Harrison Ford—will create the momentum necessary for countries to resolve their differences and sign off on a strong framework for the next 10 years of conservation action.
As is the case with any negotiation involving most of the world’s countries, progress doesn’t always come quickly. But the good news is that we are, in fact, making progress in Nagoya.
What’s on the table
Negotiators are discussing three major issues in Japan:
1. The CBD Strategic Plan, which will set out targets for biodiversity conservation to be achieved by 2020.
2. Access and Benefit Sharing—the art of determining who has access to, and who will benefit from, “genetic resources.” (Genetic resources can be defined as any biological material with commercial value—e.g., in products like drugs or cosmetics.)
3. Financing—determining who, exactly, will pay for biodiversity protection.
The progress on all three of these issues will determine how the conversation moves along on the other two.
Through long days (and nights) of negotiation, we can see some good results.
• Most notably, 25/15—our goal of seeing 25 percent of land and inland waters and 15 percent of marine areas under formal protection—is on the table to be included in what’s known as Target 11, which outlines global targets for protected areas. Thanks to Costa Rica.
• Agreement was reached on a target to prevent the extinction of threatened species.
• Subsidies and other incentives harmful to biodiversity are targeted to be eliminated or reformed by 2020.
Heading into the home stretch
People need nature to thrive. And in these last few days of the CBD, negotiators have a chance to make a serious commitment to protecting it.
Environment ministers from more than 100 countries, as well as a few heads of state, are in Nagoya to finalize the negotiations. We hope that the presence of these leaders—as well as that of luminaries like CI Vice Chairman Harrison Ford—will create the momentum necessary for countries to resolve their differences and sign off on a strong framework for the next 10 years of conservation action.
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COP10; Japan; Sustainability,
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Sunday, October 24, 2010
COP-10, Nagoya, Japan
During the two-days flight from Brazil to Japan I was wondering "Why a Conference of Biodiversity in Japan?"... But, once we arrive, we understand... This country has a lot to teach in terms of preservation and taking care... It seems all the citizen are engaged in the COP10 - ready to help (even without the language knowlodge).
In the fair of biodiversity all the japanese cities were represented there - it's effort to preserve biodiversity.
Public transportation works here... And also personnal transportation: bikes! We see bikes everywhere - even if it rains...
In the fair of biodiversity all the japanese cities were represented there - it's effort to preserve biodiversity.
Public transportation works here... And also personnal transportation: bikes! We see bikes everywhere - even if it rains...
Sunday, October 17, 2010
Ultimos dias de outubro!... Latest days of October!
Amanha começa em Nagoya a 10a Conferencia das Partes (COP 10) da Conferencia da Diversidade Biologica (CDB)... Estaremos lá a partir do dia 23 - a viagem demora uns 2 dias...
Até lá por aqui em SP temos tambem bastante discussao e oportunidade de dialogar com a Universidade como avançamos a questao da sustentabilidade nas empresas e, mais que isso, no Brasil em geral: PUC Inova propoe uma boa oportunidade para isso - do dia 19 ao 21/10.
E, para nao dizermos que o Agronegocio nao está sendo pensado nessa otica mais macro dia 19 a tarde na FGV, dentro do quadro do Empresas Pelo Clima teremos o workshop sobre Agronegócio e oportunidades para Aagricultura de Baixo Carbono.
Excelente semana para todos: Com dialogos efetivos e avanços significativos!
Em tempo: Se alguem tiver estagiaria(o) sustentavel em SP, favor enviar! Thanks!
In Japan: COP 10 starting tomorow (we will be only 23rd)
In Brazil, SP: Discussions about agribusiness and low carbon economy at FGV (19) and sustainability and companies at PUC (19 to 21st)
Até lá por aqui em SP temos tambem bastante discussao e oportunidade de dialogar com a Universidade como avançamos a questao da sustentabilidade nas empresas e, mais que isso, no Brasil em geral: PUC Inova propoe uma boa oportunidade para isso - do dia 19 ao 21/10.
E, para nao dizermos que o Agronegocio nao está sendo pensado nessa otica mais macro dia 19 a tarde na FGV, dentro do quadro do Empresas Pelo Clima teremos o workshop sobre Agronegócio e oportunidades para Aagricultura de Baixo Carbono.
Excelente semana para todos: Com dialogos efetivos e avanços significativos!
Em tempo: Se alguem tiver estagiaria(o) sustentavel em SP, favor enviar! Thanks!
In Japan: COP 10 starting tomorow (we will be only 23rd)
In Brazil, SP: Discussions about agribusiness and low carbon economy at FGV (19) and sustainability and companies at PUC (19 to 21st)
Saturday, October 9, 2010
Avanços rumo a Sustentabilidade!
Semana boa essa que antecede o Dia Global pelas solucoes Climaticas! O Brasil esta´ fazendo de norte a sul - em iniciativas com todos os setores da sociedade vemos na pratica a busca por regioes que produzam mais e conservem mais tambem (Barreiras, Luis Eduardo Magalhaes e toda a regiao: Essa será sua marca!) e no Rio de Janeiro o Forum Global pela sustentabilidade com participacao de empresas (importantes no cenario nacional e internacional), sociedade civil e governo do Rio de Janeiro mostra bem: a mudança na pratica ja esta´ acontecendo e o Brasil tem um papel fundamental (ouvido dos estrangeiros no Forum!). E, cada um pode fazer a sua parte! A rede fortalece-se, os casos de mudança aumentam... Parabens Brasil!
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